O inimigo, em sua guerra covarde, ilegal e criminosa contra a nação iraniana, sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora. Pelo sangue puro e imaculado do mártir Líder da Revolução Islâmica, Sua Excelência o Grande Aiatolá Imam Khamenei (que a paz esteja sobre ele), pelas diretrizes do Líder Supremo da Revolução Islâmica e Comandante-em-Chefe Supremo, Sua Excelência o Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei (que Deus o proteja), e pela abnegação e bravura dos guerreiros do Islã nas frentes de batalha, e especialmente pela vossa presença histórica, duradoura e épica, ó querida nação, desde os primeiros dias do início da guerra, o Irã alcançou uma grande vitória e forçou a criminosa América a aceitar o seu próprio plano de 10 artigos, no qual EUA se comprometeu fundamentalmente a garantir a não agressão, a continuidade do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento, o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias, o término de todas as resoluções do Conselho de Segurança e do Conselho de Governadores, o pagamento de indenizações ao Irã, a retirada das forças combatentes americanas da região e a cessação da guerra em todas as frentes, incluindo contra a heróica Resistência Islâmica do Líbano. Parabenizamos todo o povo iraniano por esta vitória e enfatizamos que ainda é necessária perseverança e prudência por parte das autoridades, bem como a manutenção da unidade e coesão do povo iraniano, até que os detalhes desta vitória sejam finalizados.
Irã Islâmica, juntamente com os valentes lutadores da Resistência no Líbano, Iraque, Iêmen e na Palestina ocupada, nos últimos 40 dias infligiram golpes ao inimigo que a memória histórica do mundo jamais esquecerá. O Irã e o Eixo da Resistência, como representantes da honra e da humanidade contra os mais selvagens inimigos da humanidade, após uma batalha histórica, deram-lhes uma lição inesquecível e esmagaram suas forças, capacidades, infraestruturas e todo o seu capital político, econômico, tecnológico e militar de tal forma que o inimigo agora caiu em colapso e desespero, não vendo outro caminho senão a submissão à vontade da grande nação do Irã e do honroso Eixo da Resistência. No primeiro dia em que os inimigos criminosos do Irã iniciaram esta guerra opressiva, imaginavam que, em pouco tempo, alcançariam o domínio militar total sobre o Irã e, criando instabilidade política e social, fariam o Irã se render. Supunham que o fogo de mísseis e drones do Irã seria rapidamente extinto e não acreditavam que o Irã pudesse, para além de suas fronteiras e em toda a extensão da região, dar-lhes uma resposta tão poderosa. O sionismo maligno global havia convencido o presidente ignorante da América de que esta guerra acabaria com o Irã e que eles poderiam, ao eliminar este último bastião da humanidade e da civilização, doravante cometer qualquer crime contra quem quisessem com tranquilidade. Sonhavam em desmembrar o querido Irã e saquear seu petróleo e riquezas, e por fim deixar os iranianos mergulhados no caos, na instabilidade e na insegurança por longos anos.
Os valentes guerreiros do Islã e seus corajosos aliados no Eixo da Resistência, embora com o coração ferido e dilacerado pelo martírio de seu Imam, confiando em Deus Todo-Poderoso e seguindo o exemplo do Senhor e Mestre dos Mártires, decidiram dar aos inimigos uma lição histórica de uma vez por todas, vingar todos os seus crimes anteriores e criar condições tais que o inimigo para sempre abandone a ideia de agredir o querido Irã e prove completa e inteiramente o sabor da humilhação e submissão diante da grande nação iraniana.
Com esta estratégia e apoiando-se na unidade política e social sem precedentes que se formou no país, o Irã e a Resistência iniciaram uma das mais pesadas batalhas combinadas da história contra os Estados Unidos e o regime sionista e, neste período, alcançaram todos os objetivos que haviam delineado para esta batalha. O Irã e a Resistência destruíram quase completamente a máquina militar americana na região, infligiram golpes esmagadores e profundos nas inúmeras infraestruturas e capacidades que o inimigo havia criado e implantado ao redor do Irã ao longo dos anos para esta guerra, causaram vastas baixas regionais ao exército criminoso americano, infligiram golpes terríveis e devastadores às forças, infraestruturas, capacidades e ativos do inimigo dentro dos territórios ocupados e estreitaram tanto o cerco ao inimigo em todas as frentes que não apenas nenhum dos objetivos principais do inimigo foi alcançado, mas o inimigo, cerca de 10 dias após o início da guerra, percebeu que de modo algum teria capacidade de vencer esta guerra e, por isso, por meio de canais e de várias maneiras, começou a tentar se comunicar com o Irã e pedir um cessar-fogo. O nobre povo iraniano deve saber que, pela graça da abnegação de seus filhos e pela sua presença histórica em cena, o inimigo está implorando há mais de um mês para que o fogo implacável do Irã e da Resistência cesse, mas as autoridades do país responderam negativamente a todos esses pedidos porque, desde o início, foi decidido que a guerra continuaria até que os objetivos fossem alcançados, incluindo o arrependimento e desespero do inimigo e a eliminação da ameaça de longo prazo ao país, e a guerra continuou até hoje, que é o quadragésimo dia. Além disso, o Irã já rejeitou várias vezes os prazos impostos pelo presidente americano e continua a enfatizar que não atribui qualquer importância a qualquer tipo de prazo vindo do inimigo.
Agora, anunciamos como boa nova à grande nação iraniana que quase todos os objetivos da guerra foram alcançados e seus valentes filhos levaram o inimigo a um desespero histórico e a uma derrota duradoura. A decisão histórica do Irã, que conta com o apoio unânime de toda a nação, é a de continuar esta batalha pelo tempo que for necessário até que seus enormes ganhos sejam consolidados e as novas equações de segurança e política na região, baseadas na aceitação do poder e da supremacia do Irã e da Resistência, sejam estabelecidas.
Nesse sentido, e de acordo com as diretrizes do Líder Supremo da Revolução Islâmica, Sua Excelência o Aitola Seyyed Mojtaba Khamenei (que Deus o proteja), e com a aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e tendo em vista a superioridade do Irã e da Resistência no campo de batalha, a incapacidade do inimigo de impor suas ameaças apesar de todas as alegações, e a aceitação formal de todas as demandas justas do povo iraniano, decidiu-se que, para finalizar os detalhes, as negociações sejam realizadas em Islamabad, de modo que, no prazo máximo de 15 dias, com a finalização dos detalhes da vitória do Irã no campo de batalha, esta também seja consolidada nas negociações políticas.
Nesse sentido, o Irã, tendo rejeitado todos os planos apresentados pelo inimigo, elaborou um plano de 10 artigos e o apresentou à parte americana por intermédio do Paquistão, enfatizando nele pontos fundamentais como: a passagem controlada pelo Estreito de Ormuz em coordenação com as forças armadas do Irã, o que confere ao Irã uma posição econômica e geopolítica única; a necessidade de acabar com a guerra contra todos os componentes do Eixo da Resistência, o que significará a derrota histórica da agressividade do regime assassino de crianças israelense; a retirada das forças combatentes americanas de todas as bases e pontos de implantação na região; o estabelecimento de um protocolo de passagem segura no Estreito de Ormuz que garanta o controle do Irã de acordo com o protocolo acordado; o pagamento integral das indenizações ao Irã de acordo com as estimativas; o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias e das resoluções do Conselho de Governadores e do Conselho de Segurança; a liberação de todos os bens e ativos bloqueados do Irã no exterior; e, finalmente, a aprovação de todos esses itens em uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança. Vale ressaltar que a aprovação desta resolução transformará todos esses acordos em lei internacional vinculativa e criará uma importante vitória diplomática para a nação iraniana.
Agora, o respeitado Primeiro-Ministro do Paquistão informou ao Irã que a parte americana, apesar de todas as ameaças aparentes, aceitou esses princípios como base para as negociações e se submeteu à vontade da nação iraniana. Com base nisso, foi decidido no mais alto nível que o Irã realize negociações em Islamabad com a parte americana por um período de duas semanas, estritamente com base nesses princípios. Enfatiza-se que isto não significa o fim da guerra, e o Irã só aceitará o fim da guerra quando, tendo em vista a aceitação dos princípios almejados pelo Irã no plano de 10 artigos, seus detalhes também sejam finalizados nas negociações.
Estas negociações, com total desconfiança em relação à parte americana, terão início na sexta-feira, 10 de abril de 2026, em Islamabad, e o Irã dedicará duas semanas para estas negociações. Este prazo é prorrogável mediante acordo entre as partes. É necessário que, durante este período, a unidade nacional completa seja mantida e as celebrações da vitória continuem com força. As negociações atuais são uma negociação nacional e uma continuação do campo de batalha, e é necessário que todo o povo, elites e grupos políticos confiem neste processo, que está sob a supervisão do Líder da Revolução e dos mais altos níveis do sistema, e o apoiem, e evitem severamente qualquer tipo de declaração que cause divisão. Se a submissão do inimigo no campo de batalha se transformar em uma conquista política decisiva nas negociações, celebraremos juntos esta enorme vitória histórica; caso contrário, lutaremos ombro a ombro no campo de batalha até alcançarmos todas as demandas da nação iraniana. Nossas mãos estão no gatilho, e ao menor erro que o inimigo cometer, ele receberá uma resposta com toda a força.
Conselho Supremo de Segurança Nacional
07/04/2026