Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso
Embaixador Carlos Duarte, Secretário para a África e o Oriente Médio, Ilustres Embaixadores, Caros Compatriotas, Estimados Convidados,
Antes de tudo, desejo expressar minha sincera gratidão e apreço a todos os distintos convidados que hoje se juntaram a nós para celebrar o Dia Nacional do Irã.
Permitam-me abordar brevemente alguns pontos. Prometo não tomar muito do seu tempo, para que possamos em breve desfrutar juntos da nossa culinária persa.
Há quarenta e sete anos, em dias como estes, o povo do Irã, sob a liderança do Imam Khomeini, levantou-se contra uma ditadura governante apoiada pelos Estados Unidos e pelo Ocidente.
Por meio de sua vontade e determinação coletivas, estabeleceram a República Islâmica do Irã, fundada sobre a vontade expressa e a escolha soberana da nação iraniana.
Senhoras e Senhores,
O ano de dois mil e vinte e cinco foi um ano de desafios profundos para a República Islâmica do Irã. Apesar de uma política de máxima pressão e coerção adotada pelos Estados Unidos, o Irã, demonstrando boa vontade, iniciou negociações indiretas sobre questões relacionadas ao tema nuclear.
Contudo, em um momento em que cinco rodadas de negociações haviam sido concluídas e havia acordo para avançar para uma sexta rodada, testemunhamos um ato militar de agressão por parte do regime israelense, realizado com a participação dos Estados Unidos, contra o Irã.
Essa agressão resultou em significativas perdas humanas e econômicas e levou a uma guerra de doze dias, agora registrada na história dos conflitos modernos.
Caros Amigos,
No início de dois mil e vinte e seis, após reformas econômicas no Irã, protestos inicialmente pacíficos foram transformados em atos violentos, alimentados por incitação externa e interferência irresponsável de autoridades dos Estados Unidos e do regime israelense.
Essas ações constituíram uma clara violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do princípio da não ingerência nos assuntos internos de Estados soberanos.
Durante esses distúrbios, agentes das forças de segurança e civis foram atacados, e instalações públicas, médicas e religiosas foram destruídas. Lamentavelmente, esses eventos resultaram em numerosas vítimas.
Um número considerável de agentes das forças de segurança foi martirizado ou ferido, clara indicação da contenção exercida pelas autoridades e do elevado nível de violência empregado por elementos terroristas.
Fundamentado em sua responsabilidade de proteger seus cidadãos e salvaguardar a segurança nacional, o Governo da República Islâmica do Irã, ao mesmo tempo em que respeitou plenamente os direitos humanos e o direito à reunião pacífica, agiu com contenção e responsabilidade.
Por meio dessa abordagem, cenários de desestabilização concebidos externamente foram neutralizados, e a segurança e a estabilidade foram restabelecidas.
Senhoras e Senhores,
Hoje, mais uma vez, a República Islâmica do Irã, apesar do descarrilamento do processo de negociação, optou por conceder outra oportunidade à diplomacia, a fim de demonstrar seu compromisso duradouro com soluções pacíficas.
Essa decisão foi tomada apesar da contínua pressão militar, política e midiática, e em resposta ao encorajamento de nossos amigos na região.
Embora o Irã atue de forma decisiva na defesa de sua soberania e segurança nacional, permanece igualmente comprometido com a diplomacia como caminho para salvaguardar os interesses nacionais e promover a paz e a estabilidade regionais.
Um princípio central da diplomacia é o respeito à soberania e aos interesses mútuos. Negociações conduzidas sob ameaças ou coerção inevitavelmente fracassarão.
Caros Amigos,
No que diz respeito à Ásia Ocidental, testemunhamos um genocídio aberto e inegável em Gaza, perpetrado pelo regime israelense com o apoio de determinadas potências.
Mais de setenta mil civis, incluindo mulheres e crianças, foram mortos.
Os ataques e ameaças do regime israelense contra países da região, incluindo Líbano, Síria, Irã, Iêmen e Catar, demonstram claramente que ele continua sendo a principal fonte de instabilidade na Ásia Ocidental.
Senhoras e Senhores,
Sanções econômicas, unilateralismo e medidas coercitivas minam o direito internacional e geram graves consequências humanitárias.
O retorno ao multilateralismo e o fortalecimento das instituições internacionais são essenciais para a gestão de crises e para a garantia da justiça internacional.
Estimados Amigos,
A relação de mais de cento e vinte anos entre Irã e Brasil possui vasto potencial para maior desenvolvimento. A cooperação nos campos econômico e comercial continua a se expandir.
Irã e Brasil podem se beneficiar das oportunidades decorrentes do Acordo de Livre Comércio do Irã com a União Econômica Eurasiática, bem como da posição estratégica do Irã em transporte e trânsito, para facilitar o acesso do Brasil aos mercados eurasiáticos.
As zonas de livre comércio do Irã, incluindo o Porto de Chabahar, oferecem oportunidades adicionais para parceiros brasileiros.
Como membro do BRICS, a República Islâmica do Irã expressa sua apreciação ao Governo do Brasil por sua exitosa presidência deste importante agrupamento e por sediar a COP Trinta.
Permitam-me, ao concluir, agradecer mais uma vez por nos honrarem com sua presença na celebração do Dia Nacional da República Islâmica do Irã.
Muito obrigado.
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